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Banco reteve meu faturamento da maquininha

Banco reteve meu faturamento da maquininha

Você acorda, abre o aplicativo do banco ou da sua adquirente para conferir as vendas de ontem e o susto: o saldo está zerado ou bloqueado. O banco simplesmente reteve o faturamento da sua maquininha para cobrir um empréstimo, um limite de cheque especial ou uma dívida que ele alega estar em atraso.

Essa prática, embora comum, muitas vezes beira a ilegalidade e pode ser combatida. Se a sua empresa está sendo asfixiada por essa retenção, este artigo é o seu guia de sobrevivência.

Por que o banco reteve o faturamento da minha empresa?

Geralmente, o banco utiliza uma ferramenta chamada Trava Bancária. Ela funciona como uma garantia real onde os seus recebíveis de cartão de crédito e débito ficam “presos” para garantir o pagamento de um contrato de crédito.

O problema começa quando o banco extrapola esse direito e realiza a:

  • Retenção de 100% das vendas: Impedindo o pagamento de salários e fornecedores.
  • Apropriação indébita: Usando o dinheiro para quitar dívidas que sequer faziam parte da garantia da trava.
  • Bloqueio sem aviso prévio: Deixando o gestor sem qualquer margem de manobra financeira.

O banco pode levar todo o meu dinheiro?

A resposta curta é: NÃO.

O Judiciário brasileiro é firme ao aplicar o Princípio da Preservação da Empresa. O banco não pode se tornar o “dono” do seu faturamento bruto. Se a retenção está impedindo a continuidade da atividade comercial, ela é abusiva.

Muitas vezes, essa situação é agravada por uma gestão de passivo bancário estratégica ineficiente, que permite que o banco tome as rédeas do seu caixa.

Como liberar o dinheiro da maquininha bloqueado pelo banco?

Como sênior em estratégias de recuperação de tráfego e autoridade digital, Daniela Lucinda reforça que cada hora com o caixa travado aumenta o risco de falência. O caminho para a liberação exige técnica:

1. Auditoria e Notificação

É preciso analisar o contrato para verificar se a trava bancária é válida. Muitas vezes, uma notificação extrajudicial técnica já demonstra ao banco que você conhece seus direitos e que a retenção total será levada ao juiz.

2. Ação Revisional com Liminar

Este é o “bote” certeiro. Através de uma ação revisional de juros empresarial, solicitamos uma tutela de urgência (liminar) para que o juiz ordene o desbloqueio imediato de uma porcentagem do seu faturamento. O objetivo é garantir que o banco receba o que é justo, mas que sua empresa continue respirando.

3. Proteção contra o “Efeito Cascata”

Se o banco reteve seu faturamento, o próximo passo dele pode ser o bloqueio da conta PJ pela justiça ou até atingir o patrimônio dos sócios. Antecipar-se com uma defesa sólida é vital.

O perigo do “Serasa Oculto”

Quando o banco começa a reter seu faturamento, ele provavelmente já reportou sua empresa ao SCR (Sisbacen). Isso trava suas portas em outros bancos. Saber como limpar esse histórico de crédito PJ no SCR é parte fundamental da reconstrução da sua empresa.

Não deixe o banco fechar as suas portas

Se o banco reteve o seu faturamento da maquininha, ele está testando os seus limites. Aceitar a retenção passivamente é o primeiro passo para o encerramento das atividades. Existe lei, existe jurisprudência e existem estratégias para retomar o controle do seu dinheiro.

O escritório Vitorino e Murta Advogados é especialista em combater abusos bancários e devolver a liberdade financeira ao empresário.


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