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O banco pode levar 30% do que entra na minha máquina de cartão?

O banco pode levar 30% do que entra na minha máquina de cartão?

Você abre o relatório de vendas e percebe que uma fatia generosa do seu esforço diário não chega à sua conta. A dúvida é imediata e desesperadora: o banco pode levar 30% do que entra na minha máquina de cartão?

Para muitos empresários, essa retenção parece um “sócio indesejado” que leva o lucro antes mesmo de você pagar seus funcionários. No entanto, a lei brasileira impõe limites rigorosos para que essa prática não se torne uma sentença de morte para o seu negócio. Se você está vivendo essa asfixia, este guia vai te mostrar como retomar o controle.

O que é a Penhora de Faturamento Diário?

Diferente de um bloqueio total, a penhora de faturamento ocorre quando a justiça (ou o banco, via contrato) determina que uma porcentagem de cada venda realizada na maquininha seja destinada ao pagamento de um passivo.

Embora o Código de Processo Civil permita essa medida, ela é considerada excepcional. O banco não pode simplesmente escolher levar 30% do seu faturamento bruto sem antes provar que não existem outros meios de receber a dívida. Essa estratégia de defesa faz parte de uma gestão de passivo bancário estratégica eficiente.

Os 30% são legais? O que diz a Justiça

O número de “30%” tornou-se um mito comum no mercado bancário, mas a realidade jurídica é bem diferente.

O Princípio da Preservação da Empresa

A justiça entende que, se o banco levar 30% do faturamento bruto, ele pode estar inviabilizando o pagamento de:

  • Salários e encargos trabalhistas.
  • Fornecedores essenciais.
  • Impostos e manutenção básica.

Por isso, na maioria dos casos, os tribunais reduzem essa penhora para patamares entre 5% e 10%. Se o seu banco está retendo 30% ou mais, há uma forte chance de você estar sofrendo um abuso que pode ser revertido com uma ação revisional de juros empresarial.

Como o banco consegue travar a sua maquininha?

Existem dois caminhos principais que levam a essa situação:

  1. Trava Bancária (Contratual): Você assinou um contrato de empréstimo ou capital de giro onde a garantia eram os seus recebíveis. Aqui, o banco usa a “força do contrato” para reter o valor.
  2. Penhora Judicial: Existe um processo de execução em curso e o juiz ordenou o bloqueio de uma porcentagem das vendas diretamente na adquirente (Cielo, Rede, Stone, etc.).

Em ambos os casos, se a medida for desproporcional, o empresário corre o risco de ver a dívida do CNPJ bloquear a conta pessoal dos sócios caso o faturamento retido não seja suficiente para estancar o problema.

Estratégias para Reduzir ou Cancelar a Retenção

Como especialista em autoridade digital e recuperação de negócios, Daniela Lucinda destaca que a rapidez na resposta é o que salva o caixa.

Auditoria da Retenção

Muitas vezes, o banco está retendo valores sobre vendas que nem deveriam estar na trava. Identificar quais cartões e bandeiras estão sendo “sequestrados” indevidamente é o primeiro passo técnico.

Pedido de Substituição de Penhora

Podemos oferecer outros bens ou garantias que não afetem o fluxo de caixa diário. Isso libera o dinheiro da maquininha para que você possa pagar suas contas e manter a operação viva. Se a situação estiver crítica, é vital agir antes que ocorra um bloqueio de conta PJ pela justiça.

Liminar para Redução de Percentual

Através de uma medida judicial de urgência, é possível provar que os 30% são fatais para a empresa e conseguir que o juiz reduza o valor para uma margem que permita o funcionamento do negócio.

O Risco do “Serasa Oculto” (SCR)

Não se engane: se o banco está penhorando seu faturamento, ele já sinalizou sua empresa como “alto risco” no Sisbacen. Isso impede que você consiga crédito em outros lugares para substituir essa dívida cara. Saber como limpar o seu histórico de crédito PJ no SCR é fundamental para que, após liberar a maquininha, você volte a ter fôlego no mercado.

Conclusão: O dinheiro da sua venda é o sangue da sua empresa

O banco pode ter o direito de receber, mas ele não tem o direito de matar o seu negócio. Se você sente que está trabalhando apenas para pagar a retenção da maquininha, é hora de mudar a estratégia. Existem limites legais que protegem o seu faturamento e garantem que o banco não leve mais do que a sua empresa pode suportar.

O escritório Vitorino e Murta Advogados é especialista em combater retenções abusivas e devolver o controle do caixa ao empresário.


NÃO DEIXE O BANCO LEVAR SEU LUCRO!

Sua empresa não pode sobreviver com o caixa asfixiado. Se o banco está retendo seu faturamento de forma abusiva, nós sabemos como lutar pelos seus direitos.

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