O que a lei protege sobre salário e pró-labore
O salário, os vencimentos, os subsídios, os soldos e o pró-labore recebidos pelos sócios são impenhoráveis por força do artigo 833, inciso IV, do Código de Processo Civil. Essa proteção existe porque a remuneração é a base da subsistência da pessoa física — e o legislador entendeu que executar esse valor comprometeria a dignidade do devedor. Na prática, porém, bancos com acesso ao sistema Sisbajud frequentemente bloqueiam contas sem distinguir se o saldo ali depositado tem origem salarial ou não.
Para entender o contexto mais amplo da defesa em processos de execução bancária, veja nosso artigo sobre bloqueio de conta salário do sócio por dívida da empresa.
Quando o banco tenta bloquear a remuneração do sócio
Esta é uma questão que depende diretamente das circunstâncias do contrato, da estrutura societária e do comportamento das partes ao longo da relação jurídica. O escritório Vitorino e Murta analisa cada caso individualmente para identificar os pontos de vulnerabilidade e construir a defesa mais sólida possível.
Veja também como a conta PJ bloqueada pela justiça se relaciona com este tema e quais são as melhores estratégias de defesa combinadas.
Como contestar o bloqueio de salário ou pró-labore via Sisbajud
A defesa nesse cenário combina análise contratual detalhada, levantamento probatório robusto e estratégia processual bem definida desde a primeira peça apresentada ao juízo. Agir com velocidade e precisão nas primeiras horas após a citação ou após o ato de constrição é o que separa casos com desfecho favorável de casos em que o dano patrimonial já está consumado quando a defesa começa.
O escritório Vitorino e Murta estrutura a defesa em camadas: primeiro a proteção imediata do patrimônio e do caixa, depois a contestação do mérito e, por fim, a negociação de eventual acordo em condições superiores às que seriam obtidas sem a pressão jurídica adequada. Entenda como funciona a gestão estratégica de passivo bancário nesse contexto.
Limites e exceções da impenhorabilidade salarial
Compreender as nuances técnicas e jurídicas deste tema é fundamental para que o empresário tome decisões informadas — sem entrar em pânico, mas sem subestimar a gravidade da situação. A assimetria de informação entre o banco e o devedor é real e intencional: bancos contam com departamentos jurídicos especializados que conhecem cada ponto fraco da posição do executado.
O papel do advogado especialista em direito bancário é eliminar essa assimetria — e, quando possível, inverter a vantagem. Veja como conduzimos a negociação de dívida empresarial com visão de quem conheceu o banco por dentro.
Qual é o prazo para agir após receber uma citação ou mandado de penhora?
O prazo para embargos à execução é de 15 dias após a citação. Para pedidos de levantamento de penhora ou bloqueio via Sisbajud, não há prazo fixo, mas quanto antes a petição é apresentada, maior a chance de evitar dano patrimonial irreversível.
Preciso pagar o valor cobrado pelo banco enquanto discuto a dívida na justiça?
Não necessariamente. A apresentação de embargos com pedido de efeito suspensivo, quando deferida pelo juiz, suspende os atos de execução sem que o devedor precise depositar o valor integral. A viabilidade depende de cada caso, mas em muitas situações é possível discutir a dívida sem pagar antes de ganhar.
O escritório atua em casos fora de Minas Gerais?
Sim. O escritório Vitorino e Murta atua em todos os estados da federação com estrutura 100% digital, sem necessidade de presença física do cliente para a maioria dos atos processuais.
O banco bloqueou via Sisbajud a conta onde você recebe seu pró-labore?
O escritório Vitorino e Murta atua no desbloqueio imediato de contas com origem salarial e na defesa do sócio executado contra bloqueios abusivos do sistema Sisbajud.





